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LÁ LONGE...

Segunda-feira, 27.09.10

 

 

Porque lá longe,

Aonde nunca os via,

Eram meras silhuetas esfumáveis

Ao mais pequeno sopro da vontade


Aí, aonde perfeitamente

O presente os colocara

Talvez viessem a poder salvar-se

De serem contemplados

Com os olhos lúcidos

De uma inevitável avaliação


Execrava

Qualquer tipo de manipulação

Abominava

Todas as duplicidades

De que os fracos necessitam

Para poderem sentir-se fortes

[mesmo que nunca o reconheçam

e se acreditem bem intencionados]


Por isso,

Lá longe,

Onde a sua piedade os colocara

Seria sempre

O único local possível

Para os proteger

Da sua própria estupidez

Segundo o olhar implacável

Da lucidez de um julgamento imparcial

 

 


Maria João Brito de Sousa – 26.09.2010 – 12.35h

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publicado por poetaporkedeusker às 11:56








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