Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



CHÃO DE MIM

Quarta-feira, 17.11.10

 

Toco este chão

Com olhos de quem beija

E sei que não embarcarei

Mais vez nenhuma


Chão de mim

Em mutação constante

Que outra força

De mim te afastaria?


Constantemente o toco

Com mãos ocas de um nada

Que despejo

E depois recolho

Cheias de um tanto

Que só eu desvendo


Por isso sei

Que não embarcarei

Enquanto as mãos

Puderem sentir

E pressentir

O chão que me deu vida

 

 


Maria João Brito de Sousa

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por poetaporkedeusker às 12:16








comentários recentes




Libertadores :)


View My Stats