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GUARDAR AS LUAS

Sexta-feira, 07.01.11

 

Todos os dias

as mãos se lhe enchiam

de luas e pães

comprados no café da esquina...

 

Eles, os pães,

porque as luas lhe nasciam

das asas dos pássaros

quando se demoravam

sobre as reflexões

e dos olhos

dos que se cansavam

de entender

 

Eram luas e pães multiplicados

pela soma das ausências,

mas eram

e ninguém negaria

a solidez da sua inexistência...

 


 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 07.01.2011 - 16.25h

 

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publicado por poetaporkedeusker às 16:22


2 comentários

De M.Luísa Adães a 11.01.2011 às 13:04

E eu te peço _ tu que tanto amavas repousá-los
Com a luz clara do teu olhar sem martírios _
Não os prendas à angústia triste do teu pranto.
Silêncio...silêncio...Beija-os ainda e vai...
Deixa-os fitando eternamente o céu.

O que o impele a dizer, olhando para o mundo, para os que sofrem ao seu lado:

Aos que vêm a nós cheios de angústia
Mostrando a chaga interior sangrando angústias
E eles lá se vão sofrendo mais.

Vinicius de Moraes

Um beijo

M. Luísa

De poetaporkedeusker a 11.01.2011 às 14:41

Assim o farei e muito obrigada pela tua citação de Vinicius!
Como tens estado, Maria Luísa? Ainda no Brasil?
Não consegui visitar ninguém - ou quase ninguém - ontem. Agora tenho tido o trabalho acrescentado de "desentupir" a minha caixa de correio do Gmail que recebe os comments da maioria dos sites com os quais mantenho contacto... há imensos que eu me vejo obrigada a excluir sem ter tido tempo para lhes deitar uma olhadela...
Abraço grande!

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