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SOLIDÃO

Terça-feira, 20.07.10

 

Fecho-me em solidão.

Sei lá porquê!

Há dias em que o céu me sabe a pouco

E as ondas salgadas

Não fazem outro sentido

Que não esse mesmo sentido

De serem ondas

E serem salgadas.

 

A velha e doce solidão

Tem a vantagem

De estar sempre à disposição

Das minhas indigestões de quotidiano

E abre

Cortesmente

A porta

Às pequenas alegrias

Que virão mais tarde …

 

Além do mais,

Quem disse que a solidão

- essa que dizem, magoa… -

Poderia existir

Depois dos poemas que ainda não morreram?

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 19.07.2010 – 19.47h

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 12:06


6 comentários

De M.Luísa Adães a 17.08.2010 às 18:28

Mª. João

Tu acreditas no que escreves, te conheces, sabes do teu valor.

E então tens fé num tempo que há-de vir e talvez não te encontre,
mas encontra os teus versos.

Eu, referindo-me a ti, acredito por ti e pelo que escreves.

Acredito no teu futuro, mesmo distante, ou não!

Eu acredito mais no que não vejo,
do que nas coisas que vejo.

E nesse acreditar, acredito em ti!

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 18.08.2010 às 15:49

Mas eu também acredito naquilo que faço, amiga. Desculpa só voltar agora, mas a reunião foi demorada e, a seguir, fomos almoçar fora.
Dizia eu que acredito no que faço e sempre acreditei que o tempo e o mundo não acabam quando eu morrer... penso que fui criada entre pessoas que tinham esta mesma perspectiva em relação ao mundo e à vida. É por isso que eu escrevo sempre. Por acreditar nisso, funciono de uma forma diferente da grande maioria... não trabalho por e para uma gratificação imediata.

De M.Luísa Adães a 19.08.2010 às 18:13

Parece que não entendes o que pretendo dizer, ou sou eu que estou muito cansada? Sou eu!

Tu acreditas na Net - eu não acredito!...

Desapareci (quase) do sapo e apareceram 18 amigos, ao último poema.

Um abraço,

M. L.

De Maria João Brito de Sousa a 20.08.2010 às 12:43

Não acredito particularmente na net, amiga, mas tenho a certeza de que vai ser o mais importante veículo de comunicação de um futuro muito próximo... e temos o dever de deixar nele alguma coisa que, num futuro mais distante, não deixe uma péssima impressão da humanidade contemporânea. Já tivemos esta conversa quando nos debruçámos sobre os blogs, lembras-te? Nós estamos constantemente a "fazer História", amiga. Todos nós. Eu tenho isso como um dado adquirido, desde a minha adolescência. Tudo o que fazemos, dizemos e fazemos passar, enquanto mensagem, poderá vir a ser muito importante na construção das gerações vindouras.

De M.Luísa Adães a 20.08.2010 às 19:55

Mª. João

Eu reconheço a tua razão. Reconheço e acredito, mas por mim,
não sinto.
Talvez um dia sinta! Quem sabe?

Bom fim de semana.

Mª.Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 23.08.2010 às 11:08

Não sentimos - nem poderiamos sentir devido à nossa complexidade - todos da mesma forma. A solidão, para mim, é uma maravilhosa conquista e só ela me proporciona a Poesia. Mas não tem rigorosamente nada a ver com o facto de eu me poder sentir só. Eu gosto de estar só... logo nunca me sinto só :)
Abraço grande.

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