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AONDE A RAZÃO TE NÃO RESOLVE

Sexta-feira, 27.08.10

Sinto-te

Aonde a razão te não resolve

E o silêncio te desenrola

As infinitas páginas

De um tempo universal

 


Vejo-te

Como se não fosses

Ou fosses

Mas, não sabendo,

Te limitasses a estar

 


Oiço-te

Como se a tua essência fosse o som

E som

Fosse tudo o que tu és

 


Se te não sentisse,

Se te não visse,

Se em vez de te ouvir

O silêncio

Te pintasse de tons invisíveis

E a razão te explicasse


Se não estivesses mesmo…

 


De onde me viriam estas minhas palavras?


 

 


Maria João Brito de Sousa – 27.08.2010 – 00.14h

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:26


4 comentários

De Simbologia do aMoR a 27.08.2010 às 20:43

Ogrande sentidos do Ser, sendo o Sentir a grande ferramenta do poeta.

Está lindo

Abraço.

De Maria João Brito de Sousa a 30.08.2010 às 11:17

Obrigada, Vera.
Estou agora a reparar que as minhas tags estão menos desarrumadas... não me lembro de ter feito nada para as arrumar... deve ter sido fruto desta última modificação de fundo que o sapo fez... e tantas "gralhas" nas próprias tags! Se um dia me ponho a corrigir todas as gralhas, acho que passo o resto da minha vida a fazê-lo :))
Abraço grande!

De Gros seins a 30.08.2010 às 10:45

Deixo este comentário para dizer que eu realmente gosto do jeito que você escreve. é por isso que eu visito o seu blog muito. Mantê-lo!

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