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AONDE A RAZÃO TE NÃO RESOLVE

Sexta-feira, 27.08.10

Sinto-te

Aonde a razão te não resolve

E o silêncio te desenrola

As infinitas páginas

De um tempo universal

 


Vejo-te

Como se não fosses

Ou fosses

Mas, não sabendo,

Te limitasses a estar

 


Oiço-te

Como se a tua essência fosse o som

E som

Fosse tudo o que tu és

 


Se te não sentisse,

Se te não visse,

Se em vez de te ouvir

O silêncio

Te pintasse de tons invisíveis

E a razão te explicasse


Se não estivesses mesmo…

 


De onde me viriam estas minhas palavras?


 

 


Maria João Brito de Sousa – 27.08.2010 – 00.14h

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:26


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