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OS VERSOS IMPROVÁVEIS

Quinta-feira, 23.09.10

 

 

Hoje, alquebrada,

Parti perdidamente à descoberta

De um sonho por sonhar

Noutro universo;

 

 

Eram duas ou três aves sem rumo

Na margem da cidade por esculpir,

Duas ou três colinas seminuas,

Duas ou três vontades mal esboçadas

E um canto muito ao longe

A pedir vozes

 

 

Eram duas ou três cordas de estopa

Nos braços da figueira urgente e tosca,

Duas ou três mentiras renegadas,

Duas ou três mil nuvens por chover

E a jangada a afundar-se

Sem memórias

 

Derrotada

Aonde perfeitamente me inventei

Tentei reformular-me

No dealbar dos versos improváveis

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 12:25








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