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CHÃO DE MIM

Quarta-feira, 17.11.10

 

Toco este chão

Com olhos de quem beija

E sei que não embarcarei

Mais vez nenhuma


Chão de mim

Em mutação constante

Que outra força

De mim te afastaria?


Constantemente o toco

Com mãos ocas de um nada

Que despejo

E depois recolho

Cheias de um tanto

Que só eu desvendo


Por isso sei

Que não embarcarei

Enquanto as mãos

Puderem sentir

E pressentir

O chão que me deu vida

 

 


Maria João Brito de Sousa

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 12:16


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