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(SOBRE)VIVENTES

Quinta-feira, 09.12.10

 

 



Nunca as conheceram,
Às flores de água estagnada
Nas pedrinhas
De um passeio imprevisto
Ainda à vossa espera?

No tempo em que os poetas
Eram feitos de papel
E os anjos se vestiam de farrapos
Mais ou menos coloridos,
Havia poças de água
Na fúria de uma sobrevivência
Tão menos visível quanto fascinante

Cresci a olhá-las
Para além da sua visibilidade,
Aprendi a sondá-las
E a reconhecer-lhes uma vontade
Que sempre ultrapassará
A minha,
A vossa,
A do próprio amor…

Nesse tempo
Do papel,
Dos farrapos,
Dos poemas curtinhos
E das tranças com laços,
Fundiam-se perfeitamente

Elas,
As flores de águas paradas
E eles,
Os meus olhos libertos como dantes

 




Maria João Brito de Sousa – 07.12.2010 -19.17h




 

Imagem retirada da internet

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:01


2 comentários

De João Chamiço a 10.12.2010 às 18:52

A POETISA, SEMPRE EM BUSCA DE DE UM POÇO DE ÁGUAS MANSAS ONDE AS FLORES GERMINAM E AVIDA NASCE COMO QUE DO NADA. TAL COMO OS TEUS POEMAS QUE SE SOLTAM NUM BIG-BANG UNIVERSAL SEM EXPLICAÇÃO.
BEIJINHO POETISA!!!!!!!!

De Maria João Brito de Sousa a 13.12.2010 às 10:33

:) Olá, João! Olha que é mais ou menos isso, é... parece um Big-bang! Mas desta vez só trago um sonetilho... a minha "parte de fora" está completamente "nas lonas" :)) e eu vejo-me aflita até para vir ao CJO...
Abraço grande!

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