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Segunda-feira, 24.01.11

 

Bebeu da fonte de outro medo

Esse menino

Que uma outra mãe

Pariu e embalou

Na teia azul, metálico segredo

 

Vive por um fio

Por um fio mataria

 

Toque-se o fio,

Vislumbre-se o segredo

E a teia azul transmuta-se em casulo

 

Assustado, confuso,

Cronos passa por ele sem o notar

 

Tagarelam os anjos noutro altar

E nem a Primavera o apontaria a dedo

 

Bebeu, colado à teia,

Bebeu do fio

Da fonte de outro medo

 

 

 

Maria joão Brito de Sousa - 1999

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 11:49


2 comentários

De a 25.01.2011 às 10:17

Olá Jo, estes seus poemas lavam-me a alma. Leio uma vez e outra e outra...
Beijinho grande

De Maria João Brito de Sousa a 25.01.2011 às 11:51

Obrigada, Fá.
Eu hoje devo avisar que teria receio de conversar comigo mesma... acho que estou para aqui a rosnar... enfim, nada a ver consigo, mas hoje está mau. Pior do que mau. Hoje, por aqui, há tempestade, erupção, catástrofe, tsunami... meteoro!
E por aí, como vai tudo?
Abraço grande!

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