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ESCOVO-ME...

Segunda-feira, 07.03.11

 

Que hei-de fazer de mim?

Venho de um qualquer mundo

Que não consta

No Mapa Astral da humana inspiração

E cobre-me este pó de sonhos

Que tento

E não consigo escovar bem…

 

Talvez seja defeito da escova

Que engendrei,

À falta de melhor,

De uns restos

Da ansiedade que encontrei por aí

Pendendo

Como limos de um mar que nunca aceito

E amarrei

A um cabo de incertezas

Que perderam o prazo de validade…

 

Mas que me importa

A eficácia do artefacto

Se nem sequer vislumbro

A origem da poalha que me cobre?


 

E escovo, escovo, escovo, escovo…

 

 


 

Maria João – 05.03.2011 – 16.20h

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 11:38


2 comentários

De a 07.03.2011 às 22:19

Belas liberdades feitas de poesia.
Ai minha amiga, como eu queria uma escova que escovasse de mim todas as minhas angustias e inquietações.
Beijinho

De Maria João Brito de Sousa a 09.03.2011 às 12:11

Olá, Fá... então? Essa frase veio de ter entendido muito bem o que eu disse neste poema, ou as coisas andam mais difíceis por aí?
Eu vou aí assim que publicar o soneto de hoje! Espero que esteja tudo bem com os pequeninos!
Abraço grande!

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