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BREVES PEIXES DE ESCAMA CADUCA

Quinta-feira, 31.03.11

 

Nós, os de olhos reclusos

Num infinito demarcado por metas,

Breves peixes de escama caduca

Na copa vítrea de um sonho qualquer,

Mordendo ilusões de um pomo menor,

Pontuamos, tão só, pela diferença

De impulsionar as barbatanas

Sabendo

Que poderíamos escapar

Mas que jamais o quereremos fazer sozinhos

 

Nos dias roubados às noites de insónia,

As coisas sésseis,

Que não mexem,

Nem deixam de mexer

- coisas sonhadas, de motilidade hipotética –

Impulsionam-nos mais e mais,

A nós,

Breves peixes de escama caduca

De olhos reclusos num infinito

Pré-determinado por um sonho

Que sabemos construido

Sobre cada uma

Das nossas escamas

 

 


 

Maria João Brito de Sousa – 31.03.2011 – 09.53h

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 12:01


2 comentários

De Chicailheu a 01.04.2011 às 17:38

Belo Poema...verdadeiro e profundo!
"Nós e as nossas escamas.."

Muitos pensam que as não tem!
Beijos e amizade.
ChicaIlheu

De Maria João Brito de Sousa a 04.04.2011 às 12:33

Olá, minha querida Chica! Descobriste esta analogia que fiz entre os poetas e os peixes... também há, no poema, alguma coisa de árvore...
Como estás, amiga? Eu piorei bastante porque ontem fez imenso frio e a minha infecção respiratória não parece nada decidida a deixar-me em paz... enfim, vou ter de tomar mais antibiótico e esperar que o organismo comece a reagir.
Beijinho!

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