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DIAS

Sábado, 11.04.09

Despenham-se na acidez das manhãs

Íngremes e imprevisíveis

Como as águas de Abril,

Abreviando-se, depois, em amarelos claros.

Vejo-os na semi-lucidez do acordar,

Antes da lenta queda

Do elevador singular e intermitente.

 

Voltam, depois,

Suspensos no mel

Dos olhos dos gatos omnipresentes

E dispersam-se por todos os nenhuns lugares

Com urgências de pólenes ao vento.

 

Caem, por vezes,

Como inexistentes pedras

No interior das confortáveis ausências

Que se sublimam em alegres, subversivas criações.

 

Prolongam-se na comunicação

Em gargalhadas

Ou na raridade das lágrimas

[conforme o sumo das alheias horas]

Na mesa concêntrica onde se cozinham percursos

Enquanto se bebem demorados cafés.

 

Continuam, sempre,

Até irem soçobrando, a oeste de mim,

No azul líquido que se escurece de luminosidades artificiais

E morrem, inevitavelmente,

No momento pendular de todas as renúncias.

 

Renascerão mais tarde,

Na subtracção das horas somadas,

Um a um,

Num sopro súbito de permanência consentida.

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 11:06


4 comentários

De Fisga a 14.04.2009 às 16:43

Percorri o cais de uma à outra ponta e não te encontrei, fiquei com maus pensamentos, será que foste mesmo ao Hospital? E qual foi o diagnóstico? Diz-me. Abraço e melhoras. Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 14.04.2009 às 17:31

fui de ambulância. Nem me deram o resultado das análises e dos raios x, nem das análises nem nada.a Puseram-me na rua à uma da manhã, sem dinheiro e em calças de pijama com a indicação de ir ao médico de família pdirir uma colonoscopia. Eu nem tenho médico de de família e vou ter de fazer uma série de dilig~encias para conseguir um. Eu nem consigo estar de pé, nem postar, nem nada. Estou cada vez pior. Acho que está tudo doidinho. Não posso comer, não posso dormir nem posso fazer nada.
Desculpa e um abraço.

De Fisga a 14.04.2009 às 18:33

Olá amiga João. Lembra-te do que tu sabes, agora não. Desculpa a brincadeira, é para ver se sorris só um pouquinho. É assim: Com a indicação que trazes do hospital, apresentas-te no posto médico e mostras a carta, e o resto é com eles, ó de família ou de amigos não importa, de quem o médico seja, importa é seres assistida, se o médico que te vir, não se entender, que te passe uma carta e te mande para o hospital, para seres assistida e tratada lá. Parece-me que é justo e humano. Melhoras, Obrigado por teres dado notícias. Abraço Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 14.04.2009 às 20:39

Mas isso fiz eu ontem, amigo1 ontem estive no hospital, fizeram-me análises que nem vi, raios X que nem vi e mandaram-me para casa para ir ao médico. Eu estou num estado em que não posso nem estar de pé, nem fui à farmácia; não consigo nem andar e não posso estar à espera dessas diligências todas. Desculpa, mas não posso estar mais tempo sentada.
Abraço grande.

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