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CONTINUAÇÃO

Sexta-feira, 11.05.12

Às tantas faz-se tarde…
um deus sobe,
a pulso,
a corda
da noite fria
de um sol que já não arde
e, morto, desafia
um sonho avulso…

Tricota a velha musa
um espasmo breve,
como beijo que beije sem beijar,
como um roçagar de asas, muito leve,
sobre a gestualidade algo confusa
com que acrescenta a corda, ao tricotar,
liga gesto e matéria…
e mais não deve.

Depois…
nem um nem outro
entendem desistências;
um sobe,
inventa um punho em cada coto
e, a outra, muito além das aparências,
desdenha o mais provável Deus-dará
e redescobre Vida onde a não há…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.05.2012 – 16.46h



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publicado por Maria João Brito de Sousa às 16:50


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