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APESAR DE TUDO...

Sábado, 12.05.12

 

… mas  chegaste tarde, apesar de tudo…



- Ele era um mundo inteiro de sorrisos e um imenso atropelo de boas vontades… não se avançava quase nada, não se fluía e este amanhã não era por ali…



- Tivesses dito que não… ou empurrado alguém…



- Nunca saberia a quem empurrar… nem porquê. A boa vontade estava toda lá, embora insuspeita, difusa, descontextualizada e incolor…



- Como deste, então, por ela?



- Sentia-se, apenas. Era isso.



- Deixasses de a sentir! Terias chegado à hora combinada, terias sido mais conveniente e não me terias feito esperar…



- Ah, não poderia! Nenhum deles teria percebido que esperavas por mim…



Maria João Brito de Sousa – 11.05.2012 – 00.10h



NOTA – Não é um poema nem uma prosa poética, como muito bem terão reparado. Apenas uma “liberdade” em discurso directo. Uma liberdade no uso do seu pleno direito de não dizer coisa alguma que sentido faça…


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publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:46








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