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MAS TU NÃO VÊS?!

Quinta-feira, 24.02.11

 

Mas tu não sabes,

Tu não vês

Que cada dia,

Só será dia se o tiver justificado?

 

Nunca sentiste

Essa estranhíssima euforia

Que perpetua

Aquilo que é criado?

 

Não reparaste

Nas razões que desconheces

A sorrirem pr`a ti

Como se as preces

Não fossem as fronteiras

Do tangível?

 

Duma humildade que tanto apregoas,

Duma vontade que não dá descanso,

Desse incondicional nunca parar

Que irá justificar sermos pessoas…

 

Daquilo que vais dando e eu nunca alcanço

Porque é sempre um recuo, esse alcançar…


 

Se crês poder voar…

                                     porque não voas?

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 16:09

METÁFORA DAS LÁGRIMAS QUE NUNCA CHORAREI

Quarta-feira, 02.02.11

 

Vejo-as

Nitidamente recortadas

No aço frio da silhueta matinal


Trazem

A pureza anímica das aves

Ao momento em que caem

Pulsando

Suavemente

Na tensão superficial

Das águas desse imaginário


Não sei quantas são

Mas são

E basta-me a certeza de as ver

Não sei quantas,

Não sei porquê,

Nem sei exactamente quando,

Na mais lenta queda

Que os olhos me puderem recriar


Depois deixo de as ver

E o lago,

Desinventado,

Dilui-se nas lágrimas que nunca chorarei

 

 

 


Maria João Brito de Sousa – 01.02.2011 – 18.45h

 

 

IMAGEM - Tela de Vincent Van Gogh - retirado da internet

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 11:56








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