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PRELÚDIO PARA UM POENTE COMO OUTRO QUALQUER

Quarta-feira, 28.11.12

Ah, soletro sonhos!

Somo-me em sílabas, silêncios e sons


 

Solidamente

sou e sigo sendo

síncrona, serena e solitária,

sonolenta sobre sobressaltos sonoros


 

sou, sem susto

sou, sem solução

 

sinto, sorvo e solicito essa insolvência…


 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 28.11.2012 -16.44h

 

 

Brevíssimo exercício poético, em sibilantes,

em homenagem à oralidade da língua portuguesa

e, mais uma vez, contra o abominável Acordo Ortográfico


(para ilustração da tela Essência – MJBS -1999)

 

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 17:30

SEM TÍTULO NENHUM

Domingo, 25.11.12

Esculpo-me,

em silêncio,

na memória das horas

por onde caminho incólume

até à indecisão da última esquina


 

Tempero

a espada da lucidez

e devolvo-me ao poema

no fio dos meus indecifrados sonhos

 

 

Guardo-te,

desassossego,

para o reboar dos sinos,

para o galope dos corcéis,

e para as desilusões do não vivido…


 

Virei por ti

no dia em que for tarde demais para escrever!





 

Maria João Brito de Sousa – 25.11.2012 – 21.27h




IMAGEM - Getação Floral - Maria João Brito de Sousa, 1999

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 21:41

BLOG EM GREVE

Quarta-feira, 14.11.12

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 00:00

ESPERO-VOS...

Quinta-feira, 01.11.12

Espero-vos

na imprevisibilidade

do tempo por vir,

à esquina do acaso que encontrar,

porque nada em mim é menos imenso

do que este espanto de vos saber alheios…

 

Serena,

percorri os intervalos

entre cada compasso dos minutos

enquanto os anos se dignavam

desenrolar um imenso novelo de memórias

ao longo do qual,

coloridos e  suspensos como jardins,

os dias floresciam

no vivo silêncio dos cinco sentidos

 

Ano após ano,

Fui colhendo os frutos da alegria

exactamente de aonde  a desdenhais

e dissolvi-me

no mais profundo dos sonos

sabendo que o medo me temeria a mim…

 

Sou,

límpida e solidamente,

aquilo que fui tecendo,

sonho a sonho,

numa imensidão de esperas…

como a vossa,

como as dos outros,

como as dos que acreditam

na construção de um rumo,

na despojada escolha de um devir qualquer…

 

Esperar-vos-ei

na imprevisibilidade da cada esquina,

na indefinição do tempo que restar,

no limiar da vossa insultuosa indiferença,

no reacender de cada um dos vossos medos,

no segredo inconfesso das vossas insónias

ou na (des)construção de um palco controverso

onde ninguém saiba de cor o seu papel

e onde jamais se erga a voz sumida do “ponto”!


 

Fá-lo-ei – ou talvez não… -

ainda que nada em mim seja menos visível

do que este espanto de vos saber alheios…




 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.11.2012 -21.08h

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 22:32








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