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PARA TE AMAR, POEMA...

Segunda-feira, 24.12.12

- Nenhuma montanha

será demasiado alta

para te amar, poema,

para te amar, tão só…

 

e decido-me a deixá-lo tombar…

 

Na queda se confundem

flor e pássaro,

tempo e modo,

metáfora e urgência real de não chegar ao fim

 

Porém,

tudo não dura mais do que a palavra

que,

num súbito recuo,

decido não deixar cair…

 

Salvo “in extremis”,

no segundo imediatamente anterior

ao impacto derradeiro,

devolvo-o às asas a que sempre pertenceu

e enfrento,

mais só do que nunca

porque consciente e lúcida,

o maior de todos os riscos

no suave declive das banalidades…

 

É tempo de dormir.

Amanhã será um novo dia

para te amar, poema, para te amar, tão só…



 

 

Maria João Brito de Sousa – Poema manuscrito a 24.12.2012 – 02.00h

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:20








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