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PERCURSO

Quarta-feira, 02.07.14

 

Nasci num mar mais distante

Do que as águas primitivas,

Trazendo o lastro do tempo

Que ecoa nas catedrais

Das grutas intemporais

Onde cresço no fermento

Das fusões mais permissivas…

 

Vivi mil milhões de vidas,

Morri noutras tantas mortes;

De tanto ir deitando as sortes

Às questões nunca vividas,

Cresceram-me asas por dentro

 

Que,

Por fora,

Sou segredo,

Sou anjo cristalizado

Na vertigem do futuro

(antes que ele seja passado…)

 

Por

Um lado,

Digo tudo,

Por outro,

Não mostro nada

(tenho a razão condenada

por razões com que me iludo…)

 

Se,

Por vezes,

Azarado,

De outras tantas,

Tenho sorte

Pois,

Do nascimento à morte,

Só me perco enquanto achado…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 2005 ou 06

 

 

Nota - Poema ligeiramente modificado a 02.07.2014

 

Imagem retirada do Google - Líquen

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 21:46








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