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NASCE, POESIA!

Terça-feira, 11.09.12

Porque o que sou

me não cabe nas mãos fechadas,

escorrem-me,

por entre os dedos,

estas sobras

do que recuso transformar

em gesto de troca,

artigo de compra e venda,

alimento, embriaguez, culto, ritual

 

e  que és tu, Poesia.

 

Divinizam-te, alguns,

o corpo que não tens

no altar que insistes em não ser,

mas sei-te no cerne de todas as coisas,

escorrendo inevitavelmente

de todos os poros, por todas as frestas,

limpa, lúcida, viva, inexplicada…

 

Cantas, ainda,

onde a esperança morreu,

ressoas no vácuo, apesar de inaudível,

desdobras-te

em invisibilidades e vislumbres,

acendes-te, sublime,

no temor de cada escuridão.

 

 

Inútil, ou não… nasce, Poesia!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.09.2012 -01.53h

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 02:04


6 comentários

De jabeiteslp a 11.09.2012 às 16:18

viva a poesia
sempre aconchego e liberdade em dia...

uma feliz tarde...

De Maria João Brito de Sousa a 11.09.2012 às 16:38

Viva ela, nasça sempre!
Obrigada, Anjo!

De jabeiteslp a 11.09.2012 às 16:47

o alixir nosso...feliz tarde

De Maria João Brito de Sousa a 11.09.2012 às 17:01

E é que é mesmo um elixir, Anjo!
Ultimamente tenho dado conta de certas dúvidas, certas reticências, quanto à utilidade dos poetas e da poesia... foi daí que me nasceu este "Nasce, Poesia!"...

De jabeiteslp a 11.09.2012 às 18:45


uma bela e feliz noite pra ti

e nós temos o que eles não sabem ter
o dom de ser...

De Maria João Brito de Sousa a 11.09.2012 às 19:25

Heheheh... pois temos, Anjo!

Uma muito serena noite para ti!

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