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NASCE, POESIA!

Terça-feira, 11.09.12

Porque o que sou

me não cabe nas mãos fechadas,

escorrem-me,

por entre os dedos,

estas sobras

do que recuso transformar

em gesto de troca,

artigo de compra e venda,

alimento, embriaguez, culto, ritual

 

e  que és tu, Poesia.

 

Divinizam-te, alguns,

o corpo que não tens

no altar que insistes em não ser,

mas sei-te no cerne de todas as coisas,

escorrendo inevitavelmente

de todos os poros, por todas as frestas,

limpa, lúcida, viva, inexplicada…

 

Cantas, ainda,

onde a esperança morreu,

ressoas no vácuo, apesar de inaudível,

desdobras-te

em invisibilidades e vislumbres,

acendes-te, sublime,

no temor de cada escuridão.

 

 

Inútil, ou não… nasce, Poesia!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.09.2012 -01.53h

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 02:04


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