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BRADO

Quinta-feira, 27.09.12

Cresce puríssimo,
forte, ininterrupto,
claríssimo nas mãos imaculadas pelo uso
(porque apenas o uso lhes confere
a transparência das grandes, invencíveis compulsões)

Sábio, porque justo,
floresce, rompendo o húmus das palavras
ao dar-lhes o sentido de todos os sentidos
na lucidez dos que albergam paixões indomáveis

De todos nós
porque se sobrepõe a cada uma das nossas vontades,
se multiplica nas veias da terra
e se mistura à lava dos vulcões que vamos sendo

Não será detido
nos becos do receio,
nem ave nenhuma voará mais alto
do que esse eco
que
o vento,
zunindo,
transporta consigo
desde o mais profundo da nossa justíssima revolta

límpidas crescem as sílabas
que se desnudarão na invencibilidade do nosso brado!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 27.09.2012 - 01.53

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:37


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