Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]



PARA TE AMAR, POEMA...

Segunda-feira, 24.12.12

- Nenhuma montanha

será demasiado alta

para te amar, poema,

para te amar, tão só…

 

e decido-me a deixá-lo tombar…

 

Na queda se confundem

flor e pássaro,

tempo e modo,

metáfora e urgência real de não chegar ao fim

 

Porém,

tudo não dura mais do que a palavra

que,

num súbito recuo,

decido não deixar cair…

 

Salvo “in extremis”,

no segundo imediatamente anterior

ao impacto derradeiro,

devolvo-o às asas a que sempre pertenceu

e enfrento,

mais só do que nunca

porque consciente e lúcida,

o maior de todos os riscos

no suave declive das banalidades…

 

É tempo de dormir.

Amanhã será um novo dia

para te amar, poema, para te amar, tão só…



 

 

Maria João Brito de Sousa – Poema manuscrito a 24.12.2012 – 02.00h

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:20


2 comentários

De sofiazinha a 01.02.2013 às 13:59

Nunca é tarde para amar,nunca é tarde para sermos felizes,portanto vida perfeita para ti e toda a tua familia,beijinhos carinhosos.

De Maria João Brito de Sousa a 01.02.2013 às 15:39

Claro, Sofiazinha! Todo e cada poema é, em si mesmo, um acto de amor... atenção! Mesmo os que pareçam ser gritos de desamor, são verdadeiros actos de amor, amiga... nenhum poeta "a sério" escreve para si mesmo, muito embora escreva aquilo que sente ou ficciona...
a poesia é parte do património cultural de um país... e olha que é uma parte bem importante, no que a Portugal diz respeito!

Abraço grande!

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.








comentários recentes




subscrever feeds