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SOBREVIVÊNCIA(S)

Segunda-feira, 08.06.09

Não vive como as mais das vezes,

Quando as palavras se lhe derramavam

Na fluidez dos ponteiros do tempo.

Procura-as, agora,

Na improbabilidade do que dispensou

No sempre de um espaço

Que persiste naquele ressurgimento

Ténue como um reflexo distorcido.

Sabe-se sem se saber

Na incompletude da sua memória.

Os acasos ficaram pelo caminho

Atrás do muro

Que nenhuma ponte, agora, atravessa.

Persiste, mas pouco.

Reconstrói quase nada.

Emenda-se constantemente.

Equilibra-se no desequilíbrio

Das fronteiras que surgiram contra-natura.

Hoje, porque amanhã…

Quando é?

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:46


2 comentários

De Fisga a 10.06.2009 às 17:04

Agora que já estás uma flor, Comparada com o que já estiveste, é que estás a recordar águas passadas? lembra-te que Lisboa é sempre em frente, nunca para trás. Abraço Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 12.06.2009 às 12:28

:) Uma flor ainda murchinha... caramba, amigo. Lisboa é sempre em frente mas eu só lá vou para ir ao hospital... essa é que é a verdade! E não deve haver ninguém que chore tanto os euros que gasto nessas viagens. Houve um tempo, aqui há uns anitos, em que gastava em transportes, taxas moderadoras e exames clínicos, mais do que aquilo que ganhava por mês. Agora estou isenta, mas nessa altura ainda não estava...
Abraço grande. Estou na Pastoral.

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