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O CORVO SEM NINHO

Quinta-feira, 02.07.09

 

Negro, negro,

Urbano entre ciprestes,

Derrama um chamamento imperativo

O corvo que hoje vi na capelinha.

 

Só. Tão só, o negro corvo

E eu tão recheada de ninhos, de caruma...

 

Ali se desenhava em contraluz,

Negro e magnífico,

Sem rasto de ninho,

Vestígios de raiz,

Ali, onde eu acabara de lançá-las

No solo em que me reinvento a cada meio-dia...




Maria João Brito de Sousa

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:11


2 comentários

De rosafogo a 03.07.2009 às 01:49

Que dizer? Cada um mais lindo que o outro, és maravilhosa.

Beijinho, fica bem
natalia

De Maria João Brito de Sousa a 03.07.2009 às 10:45

Amiga, eu ainda me sinto diminuída no que diz respeito à poesia de rima livre, neste caso sem qualquer tipo de rima. Só nos sonetos é que já vou sentindo maior fluência e produtividade. A prosa também ainda não flui como antigamente, mas tudo vai melhorando devagarinho, excepto a minha casa que parece a feira da ladra e ainda nem consegui arrumar desde que tive esta última crise. Já lá vão meses e ainda estou enferrujada... paciência! Pode ser que também melhore a esse nível...
Abraço grande, grande!

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