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RESQUÍCIOS

Sexta-feira, 24.07.09

Invade, à noite, o palco dos sentidos

Uma memória turva e pendular.

Exumam-se palavras que sorriem

Na aridez de todos os passados

E silencia-se o sabor neutro

De um presente que desliza

Mais ou menos suavemente,

Conforme o sal do momento.

 

Cai o pano sobre as pálpebras do sonho

Assim que a lucidez exige o disparo das mãos.

Urbano, o Homem percorre as calçadas

De um tempo ainda insurrecto e mal adivinhado.

 

Como querias tu que eu te falasse

Dos passados que me foram subtraídos

Pela monotonia das horas previsíveis?

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:13


8 comentários

De M.Luísa Adães a 13.09.2009 às 10:34

"Como querias tu que eu te falasse
Dos passados que me foram subtraídos
Pela monotonia das horas previsíveis?"


E esses passados não seriam para subtraír?

Não ficarias mais leve com esses passados subtraídos?

Não serias outra? Eu penso que sim!

Que bom poder subtraír , grande parte do Passado...

´Lindo poema.

Maria Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 14.09.2009 às 14:27

Obrigada, amiga. Estou atrasadíssima, como vês. Tenho uma infinitude de blogs para visitar e nem sei se vou conseguir...
Abraço grande!

De M.Luísa Adães a 23.09.2009 às 08:44

Resquícios


É um poema muito belo!

"Invade a noite, o palco dos sentidos"...

Quanta beleza nessa forma de dizer!

Parabéns Poeta amiga,

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 23.09.2009 às 12:23

Obrigada, minha amiga e Poeta, Maria Luísa! Hoje estou num daqueles dias fisicamente difíceis de enfrentar... tive cãimbras tremendas durante a noite inteira e vi-me aflita para tomar o meu duche e tratar dos animais. Andava muito contente porque elas andavam menos persistentes e menos intensas, mas começaram ontem, ao fim da tarde, na mão esquerda e foi por aí fora, durante a noite e a manhã inteira... e o meu magnésio, nas últimas análises, até estava mais alto do que o habitual. Bem, de qualquer forma tenho a tal consulta de Gastro na 6ª feira e logo vejo se, desta vez, conseguem melhorar esta situação que já tem anos e é tão, tão dolorosa. Desculpa... cheguei à Paróquia e tu foste a minha "vítima" das queixas... foste a primeira a quem respondi. Dentro de minutos, chamam para o almoço e eu tenho a caixa de correio cheia de emails...
Um grande abraço!

De M.Luísa Adães a 24.09.2009 às 09:37

Sempre essas dores que não passam.

Eu não sou a tua vitima! A pessoa (neste caso, tu) se queixar de seus males dolorosos
é humano e eu gosto de atender quem sofre!
E não gosto é de pessoas cheias de orgulho e convencidas de que são
o máximo. Que triste ilusão!

Mas tu tens bom senso, paciência e aceitação para o tormento dessa
vida, mal entendida (me parece).

Orgulha-te de ti e sê humilde no teu trato, para com os outros.

A ira conduz sempre ao declinio!

beijos minha amiga. Agora, eu entendo melhor a amizade. E não quero
ser amiga, ao desbarato. Tento aprender com as grandes lições da vida
cruel, mas lúcida.

De Maria João Brito de Sousa a 24.09.2009 às 12:31

Nós vamos sempre aprendendo com as lições da vida, por muito cruéis que possam ser. Por vezes deixam-nos de rastos, muitas vezes durante anos mas, quando sobrevivemos, somos sempre mais sensatos, mais tolerantes e pacientes. Podemos, até, passar por situações terríveis, quase inimagináveis, mas acabamos por voltar a nós, à nossa linha de coerência.
Tenho de ir para o C. Paroquial agora, amiga. Volto depois.
Abraço grande!

De M.Luísa Adães a 24.09.2009 às 13:17

Sabes a que me refiro quando "falo na ira, na falta de humildade, no
querer fingir que nada se passou, do não pedir desculpas".

Com humildade tudo se resolvia, mas assim acabou!...

E eu estou coerente, não fui eu que magoei - eu fui humilhada e
magoada! E não sou uma pessoa qualquer!
Que triste desvario!

Beijos,

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 24.09.2009 às 14:35

Entendo, amiga. Olha, estou no Centro Paroquial, os computadores do CJO estão, neste momento, todos ocupados e eu fui convidada para uma palestra que aqui terá lugar esta tarde.
O meu RSI não veio e, se não vier até amanhã bem cedinho, não poderei ir ao hospital. Mesmo com a ajuda do Combus - o autocarro urbano que recentemente foi criado pela autarquia - os transportes saem muito caros e eu estou sem tostão. A vida, no seu dia a dia, nem sempre corre da forma mais favorável...
Vou tentar enviar-te um email, se tiver tempo, antes da palestra.
Abraço grande!

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