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QUASE, QUASE...

Segunda-feira, 27.07.09

Sobrevoam-se passeios e canteiros,

A alma a diluir-se,

De partida, por entre pedras, caules e outras gentes.

Alheia. Cada vez mais,

Quase, quase a terminar ali,

Onde os longes se fundem em nós,

Onde as ausências são omnipresentes.

 

Ali, onde quase, quase,

Se destilam sensações,

Onde quase, quase se sente a partida

Como se alguma coisa se pudesse ainda sentir,

Naqueles canteiros húmidos de indecisão…

 

Se se pudesse sentir,

Não estaríamos quase, quase de partida

Porque onde a partida quase, quase se sente,

Já tudo o mais deixou de ser sentido.

Ou quase, quase…

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:08


17 comentários

De Fisga a 31.07.2009 às 11:15

Ainda bem que foi quase. Porque tu já sabes, porque nós já falamos disso, que não podes morrer assim sem mais nem menos, Ainda tens muito que fazer primeiro. Por isso deixa lá essas ideia malucas de lado. Eu já tenho pensado muitas vezes, é em me reformar, agora morrer isso tem que ser objecto de uma negociação com o são Pedro. Ou ele me garante um lugar junto da porta do Sol, com uma mesa bem grande e um p. c. da terceira geração, e internet. com 250 megas, ou então vai ter muito que esperar, até que eu me farte de cá andar. Um abraço Eduardo.

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