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QUASE, QUASE...

Segunda-feira, 27.07.09

Sobrevoam-se passeios e canteiros,

A alma a diluir-se,

De partida, por entre pedras, caules e outras gentes.

Alheia. Cada vez mais,

Quase, quase a terminar ali,

Onde os longes se fundem em nós,

Onde as ausências são omnipresentes.

 

Ali, onde quase, quase,

Se destilam sensações,

Onde quase, quase se sente a partida

Como se alguma coisa se pudesse ainda sentir,

Naqueles canteiros húmidos de indecisão…

 

Se se pudesse sentir,

Não estaríamos quase, quase de partida

Porque onde a partida quase, quase se sente,

Já tudo o mais deixou de ser sentido.

Ou quase, quase…

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:08


17 comentários

De Fisga a 05.08.2009 às 16:47

Olha amiga. O pobre do Lugre tinha o destino marcado assim. Não morreu do mal, morreu da cura. Enquanto a dona for escapando, é uma sorte. Vá não chores vê se te animas, que isso logo passa. Abraço Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 05.08.2009 às 16:55

Eu sei que acaba por se tornar menos doloroso, com o tempo, mas a verdade é que me sinto uma idiota irresponsável...
Abraço! :(

De Fisga a 06.08.2009 às 09:06

Olá amiga João. Olha amiga, Não resolve nada com a autoflagelação. Não te culpes, afinal para que serve a tua crença no destino? Tinha que acontecer assim. Agora resta-te pensar, que para a próxima vez tens que ser mais vigilante se tanto for possível. Vá não te martirizes. Que só te fás sofrer, e não resolve nada, porque já nada tem solução. Abraço Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 06.08.2009 às 11:20

Pois... mas se eu tivesse ficado em casa, a tomar conta dele, isto não teria acontecido. Mas tens razão, não vale a pena recriminar-me demasiado, senão ainda fico pior do que já estou.
Abraço grande.

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