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ESPAÇOS

Quarta-feira, 08.04.09

As nuvens descomprometem-se

Serenas, vagarosas,

Lá, no imenso azul das verticais

De cada desconhecido.

 

Lambem-se os gatos

No desfastio das horas mais fecundas

E afunda-se outro sol

Por desvendar em luas.

 

Propõem-se-nos outros vazios,

Alaranjados, nas arestas

De cada um dos horizontes.

 

Espaços. Apenas espaços

Onde terminam os vazios

Aonde se chega de autocarro

Ao comboio de todos os dias.

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 13:04


17 comentários

De Fisga a 11.04.2009 às 17:14

Olha minha querida amiga, se a poesia, te enchesse o estômago, tu estarias gordinha como um texugo, O trabalho que tu fazes num dia dava para mim uma semana. Abraço Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 11.04.2009 às 21:34

Mas eu sou lenta a fazer tudo... menos os poemas e as pinturas, acredita. Passo é os dias quase inteirinhos de volta do que faço... e, às vezes, as noites...
Abraço grande!

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