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HORAS ANTIGAS

Sexta-feira, 31.07.09

Sobravam-lhe as horas

Na eternidade do reflexo

Em indesmentível declínio.

 

Ali, onde os espelhos

Nasciam dos vidros das montras

E das poças de água nas calçadas

Descalças de sonhos,

Sobravam-lhe luas e amantes

Nos ambíguos desamores

De cada fim de tarde.

 

Amanhã seria tempo

De sobrarem mais rugas de expressão

Na expressão de todas as horas.

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 11:54


14 comentários

De a 31.07.2009 às 17:24

Gostei tanto minha amiga. Lindo...
Beijinhos

De Maria João Brito de Sousa a 03.08.2009 às 14:14

Obrigada, Fá. Este é o meu "lado" mais livre da poesia... estranhamente, parece-me bem menos fácil do que o soneto. Só me nasce um poema destes de vez em quando e, com os sonetos, é diferente... nascem-me, por vezes, aos cinco e seis por dia! Este fim-de-semana nasceram-me alguns doze ou treze. A maior parte deles acabam por se perder porque eu sou muito desordenada na minha criatividade e a memória já não é o que era... esqueço-me sempre de alguns e já vou tendo dúvidas quanto aos sonetos que já estão publicados... de vez em quando lá encontro uns e, como estou em casa, não me recordo se já publiquei ou não :)
Um abraço grande!

De Fisga a 01.08.2009 às 16:08

Olá amiga João. Mais um lindo poema que tu nos ofereces. obrigado por isso., é muito bonito. Parabéns. Um abraço Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 03.08.2009 às 14:19

Pois... obrigada fico eu por tu vires até cá lê-los! Hoje de manhã tive de ir aos CTT buscar uma encomenda de roupa que me enviou uma prima de Caminha. Fui de boleia com a D. Isa que foi operada e ainda está em convalescença, mas quem ficou toda partida fui eu! Acho que já nem de carro consigo andar... fico como se me tivesse passado um camião por cima! :)
Abraço grande!

De Fisga a 04.08.2009 às 10:24

Olha amiga, tu sabes que não podes ir ainda. Pois tens muito que fazer por cá. Espero que me oiças e sigas o meu apelo, tu fazes cá muita falta e tu sabes que é verdade. Abraço. Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 04.08.2009 às 16:08

:) Que o diga o meu pequeno Pepe! Se eu lhe faltasse não teria quem o salvasse... :) Agora a sério, amigo, ele ainda é tão pequenino... espero bem que se aguente até estar em condições de voar para a sua liberdade. Em duas semanas penso que estará suficientemente autónomo para que eu o possa soltar. Deus queira que sim!
Um grande abraço!

De M.Luísa Adães a 02.09.2009 às 12:36

Horas Antigas

É um poema de encanto!
«Fernando Pessoa escreve desta forma,
Diz o que vê e o que sente
e não poderia ser dito
numa poesia formal como a "Nova Arcádia" no tempo de Bocage.
E o vate bastante lutou para tornar essa formalidade, mais humana e
pessoal.
A época estava contra ele - duzentos e cinquenta anos?...

Pessoa escreveu "modernismo a seu modo" e os clássicos perderam.

Então, para mim, no SéculoXXI , o que escreve no seu poema é a
poesia dos nossos tempos.
Basta de retrocessos de quem não quere admitir que os tempos mudaram e nessa mudança , entrou a forma de escrever.

F. Pessoa é o testemunho brilhante e Maior dessa realidade.

Lindo o que escreve, pena não a entenderem, mas lute por isso, a par
do seu classico, muito bom, no "poetaporkdeusker".

Ponha clássico e modernista, nesse blogs, pois é mais conhecido e lido.

Não por ser, clássico, mas porque nele só entra o clássico.
Abra nesse blogs, um tempo intervalado, para a outra poesia, tão boa
como a primeira!

Maria luísa


De Maria João Brito de Sousa a 02.09.2009 às 15:47

Obrigada pela tua opinião, amiga. Eu tenho um link aberto no Poetaporkedeusker, mas reconheço que está muito escondido no meio das dezenas de outros blogs que me foram "tocando" ao longo deste percurso online. Está onde diz OUTROS APOSENTOS, na faixa do lado direito do blog... penso que terei de dar aos meus outros blogs uma acessibilidade um pouco melhor. Vou ver o que consigo fazer hoje. Estou tão atrasada por causa daqueles exames...
Um abraço grande, grande!

De M.Luísa Adães a 10.09.2009 às 11:20


Lindo, deslumbrante este poema.

parabéns,

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 10.09.2009 às 16:35

Vou-te confessar uma coisa. Aliás, penso já ter afirmado publicamente o que te vou dizer... é-me muito mais difícil conseguir um bom poema de rima livre do que um soneto. Esta é a mais pura das verdades e a prova é que os sonetos me vão nascendo todos os dias e este tipo de poesia só vem nos momentos mais "privilegiados". Preciso de estar muito sozinha, muito, muito em paz para me nascer um poema com estas características formais. Não te sei dizer porquê, mas é assim que eu funciono...
Abraço!

De M.Luísa Adães a 11.09.2009 às 19:20

Acredito! O teu caminho é o Soneto.

Continua e um dia que te lembres e estejas com disposição, escreves
fora do soneto.

Mas não há dúvidas - O Soneto é o teu verdadeiro caminho!

Somos todos diferentes!

Obrigada por me entenderes.

Beijos e melhoras,

Maria Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 14.09.2009 às 14:30

Nascem-me tantos sonetos durante os fins de semana... agora vou à caixa de correio ver se há alguma novidade sobre os cãezinhos da Arrábida e depois passo por aí, está bem?
Abraço grande!

De M.Luísa Adães a 10.09.2009 às 11:25

Sobravam-lhe luas a amantes

Nos ambíguos desamores

De cada fim de tarde...


Quantas verdades estão escritas nestas palavras. Quantas?

Belo poema!

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 10.09.2009 às 16:28

Obrigada, amiga. Eu "sonetei" no hospital. Vamos a ver se consigo postar ainda esta tarde...

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