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QUANDO?

Quarta-feira, 05.08.09

Não vivia como as mais das vezes,

Quando as palavras se lhe derramavam

Na fluidez dos ponteiros do tempo.

 

Procura-as, agora,

Na improbabilidade do que dispensara

No sempre de um espaço

Que persiste num ressurgimento

Ténue como um reflexo distorcido.

 

Sabe-se sem se saber

Na incompletude da sua memória.

Os acasos ficaram pelo caminho

Atrás do muro

Que nenhuma ponte, agora, atravessa.

 

Persiste, mas pouco.

Reconstrói quase nada.

Emenda-se constantemente.

Equilibra-se no desequilíbrio

Das fronteiras que surgiram contra-natura.

Hoje, porque amanhã…

 

Quando é?

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:14


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