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A RECONSTRUÇÃO DAS AUSÊNCIAS

Terça-feira, 06.10.09

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Caem-nos do alto,

Moldam estrelas negras

Geladas como longas invernias

Repletas dos vazios que nos deixam

 

Fracturam-se

Em mil pedaços

De arestas agudas

Que inevitavelmente nos magoam

 

Desenhamo-las a tinta nanquim

No momento da colisão

E fazemo-las permanecer,

Esculpidas nas pedras

da Ágora de todas as partidas

 

Lentamente,

Redesenhamo-las

Enquanto presenças abstractas,

Inventamos-lhes corpos imaginários

Que a memória

Cobre de cores indefinidas

 

São

- mesmo tendo deixado de o ser –

Ausências reconstruídas

 

 

Maria João Brito de Sousa -06.10.2009

 

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:07


16 comentários

De Maria João Brito de Sousa a 30.10.2009 às 11:57

Fica bem, meu querido amigo! Respondes quando puderes... ou melhor, reinicias as tuas actividades quando estiveres a 100%!
Um grande abraço!

De Fisga a 30.10.2009 às 16:32

Ó minha querida amiga Maria João. És um amor, Eu te agradeço por seres quem és. Obrigado pelo teu cuidado, Eu estou melhor, obrigado. Segunda feira vou à consulta externa ao meu médico assistente, espero que ele tenha boas noticias para me dar. Um grande abraço para a poetisa mais querida. Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 02.11.2009 às 10:50

Obrigada por teres parado nesta minha estação, amigo! Tudo vai correr bem, só necessitas de um pouco mais de repouso!
Abraço grande!

De Fisga a 03.11.2009 às 11:44

Olá Minha amiga De sempre. Não me agradeças. Pois é com muito prazer que te visito virtualmente, já que pessoalmente está fora de questão, por algum tempo. Um grande abraço também para ti e tudo de bom. Eduardo.

De Maria João Brito de Sousa a 04.11.2009 às 12:02

Tudo bem, amigo! Agora o importante é convalesceres dessa situação que te levou ao hospital. Hei-de estar sempre por aqui, não há pressa.
Abraço!

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