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MARGINALIDADES

Quarta-feira, 08.04.09

Desenham-se-lhe desejos como avejões

Num além sinistro e confuso,

Revolto e vermelho escuro.

 

Assim se lhe crispam as mãos

Sobre o róseo do perecível

E se eterniza a necessidade

Na destruição do construído.

 

Morrem-lhe os dedos

No cume de si mesmo,

Ultrapassa-se no róseo

Avermelhado de outra crispação

E morre, depois,

Exausto como um pôr-do-sol

Exactamente no auge

Do que jamais havia desejado.

 

Renascem as perguntas.

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:00








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