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AS ASAS DOS PÁSSAROS INVISÍVEIS

Quarta-feira, 24.02.10

De vez em quando

Descobrimos que as coisas nos descobrem

E que as descobertas

Cabem no punho fechado dos meninos

Acabados de parir.

 

De quando em vez

Descobrimos que a vida tem sabores

Iguaizinhos aos dos gelados

Da nossa infância

Acabada de revisitar

 

Porque todos os dias

Há pássaros de asas invisíveis

Que vêm contemplar-nos o sono

E adormecem nas esquinas

De um pesadelo que não chega a nascer.

 

 

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 09:00


2 comentários

De M.Luísa Adães a 04.03.2010 às 13:23

O pesadelo não chega a nascer,
ele já existia antes de nascer

Tu não o vias,
mas o pressentias
e dizias
e querias acreditar
que ele não chega a acordar.

Mas acorda,
ele já existia
antes de nasceres.

Isto é uma resposta
ou tenta ser,
ao teu dizer...

Maria Luísa Adães


De Maria João Brito de Sousa a 04.03.2010 às 13:51

Olá, minha querida amiga. Eu vinha muito alegre, esta manhã, mas confesso que, neste momento, me sinto triste... uma das senhoras que costumam almoçar comigo no Centro Paroquial, morreu subitamente. Eu sei que era uma senhora ainda bastante nova em relação à média dos utentes do centro e embora estivesse em tratamento por doença do foro mental, não parecia nada estar à beira da morte.
Desculpa... isto vai assim, de rajada e a despropósito das tuas palavras cantantes e amáveis, mas eu tendo sempre a falar daquilo que me está a impressionar no momento... e a morte desta senhora impressionou-me mesmo. Desculpa, Maria Luísa. Desculpa e muito obrigada por teres vindo dar uma voltinha no meu comboiozinho de que eu tanto gosto, embora aparente ser muito mais "apagadito" do que o poetaporkedeusker.
Bjo.

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