Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



NOS DEDOS DO VENTO

Sexta-feira, 26.02.10

Vêm duras e ásperas

Nos dedos do vento

Quando o vento se esquece de nos vir beijar.

 

Vêm desmentindo

A improbabilidade da violência

E renascem de encontros ficcionados

No vértice das almas.

 

Vêm pontualmente cruas,

Inevitavelmente rígidas,

Chicotear a saliva dos beijos adiados.

 

Mas vêm

E morrem de seguida

Onde a vontade derruba

A mais perfeita das sincronias.

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria João Brito de Sousa às 09:00


2 comentários

De M.Luísa Adães a 04.03.2010 às 13:06

Quem vem duro e áspero
pois o vento se esqueceu de o beijar?

Desmentem a violência
e retornam das almas
a que pertencem.

A doce tarde morre,
tão mansa ela esmorece
pois a vontade derruba
tão lentamente,
num céu de prece.

Inevitálmente descansam
de seus gestos de criança.

_ Vem noite mansa e descansa...
Mas vem pontualmente!

Adoro esta carruagem,
sinto-me bem
dentro dela...

Maria Luísa Adães



De Maria João Brito de Sousa a 04.03.2010 às 14:39

Que bom, amiga! Sabes, os comboios fazem parte da minha vida... fiz o liceu todo em Oeiras - Liceu Nacional de Oeiras - mesmo quando morava em Algés e, depois em Linda a Velha. Levantava-me muito, muito cedinho e lá vinha eu, sempre com o nariz de fora da janela do comboio, como se a paisagem mudasse todos os dias... e mudava! Todos os dias o cheiro da terra e do mar era ligeiramente diferente, todos os dias havia uma nova flor que, na véspera, não havia ainda desabrochado... todos os dias saboreava aquelas viagens entre Algés e Oeiras... e quando falo em "saborear" não estou a exagerar! Era exactamente isso o que eu fazia!
:)
Abraço muito, muito grande!

Comentar post








comentários recentes