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NOS DEDOS DO VENTO

Sexta-feira, 26.02.10

Vêm duras e ásperas

Nos dedos do vento

Quando o vento se esquece de nos vir beijar.

 

Vêm desmentindo

A improbabilidade da violência

E renascem de encontros ficcionados

No vértice das almas.

 

Vêm pontualmente cruas,

Inevitavelmente rígidas,

Chicotear a saliva dos beijos adiados.

 

Mas vêm

E morrem de seguida

Onde a vontade derruba

A mais perfeita das sincronias.

 

 

 

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 09:00


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