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PALAVRAS

Sábado, 27.02.10

 

 

 

Vive o teu silêncio

à flor do que não esqueces,

dizia-me.

 

Eu sabia

das coisas por detrás das palavras

e sorria-lhe de dentro das letras que vestia de negro.

 

De todas as palavras

que jamais nasceram

só as do papel me sabiam a verdades.

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 23:00


4 comentários

De M.Luísa Adães a 03.03.2010 às 09:41

Tu sabias das coisas que não dizias,
tu sabias,
as memórias te contavam.

Mas as verdadeiras palavras
tu não dizias
as vestias de negro
e as escondias.

As do papel se rasgaram
Em mil pedaços,
Não existiam.

Mas só as da memória,
Foram e são
As Verdadeiras...




Gostei,

Beijos, Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 03.03.2010 às 10:55

Obrigada, minha querida Maria Luísa. Estou contente por saber que estás melhor e que iniciaste a fisioterapia.
Vamos "cavaquear" um bocadinho? Acabo de descobrir, no Jornal de Oeiras, um retrato publicitário da minha estomatologista! Fiquei toda contente porque eu acho mesmo que ela é uma excelente profissional e uma pessoa de infinita humanidade. Acho que sou como os miúdos pequeninos, nestas coisas... fico toda contente - e gosto de o partilhar - por qualquer coisinha! :)
Respondes-me com um dos teus belos poemas e eu ando numa fase muito pouco inspirada, acredita... sei que é só uma fase, que este meu espontaneísmo natural há-de voltar, mas tenho alguma pena de não te responder com um poema... mas tu desculpas, não desculpas?
Beijo grande!

De M.Luísa Adães a 10.03.2010 às 12:35

Mª. João

Os teus sonetos
são sempre ricos ,

ninguém se atreva a emendar!

Sabes, sinto os comments a falirem, nos m/ poemas.
Não é a mesma coisa. isso me pertuba.
Li algures, há pouco tempo que a falta de comments, mata o blogs.
Que tens a dizer?

Com amizade,

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 10.03.2010 às 16:04

Não sei, amiga... mas o teu Prosa Poética tem imensos comentários! Não te preocupes demasiado, deixa fluir... eu já tive muitos dias sem comentários e o blog lá se vai aguentando... eu é que estou numa fase muito má em termos de inspiração. Quase não tenho escrito...
Obrigada por achares que os meus sonetos são sempre ricos. Pareceu-me que o Talvez estava genuinamente interessado em compreender o sentido que eu queria dar àquele verso. Não fiquei nada aborrecida.
Um grande abraço.
PS - Hoje tive uma palestra informal sobre coroas de soneto clássico e, depois do almoço, fui estudar um pouco com aquele amigo que me costuma acompanhar nos estudos, por isso estou tão atrasada.

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