Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



AQUILO QUE ESTÁ POR SENTIR

Quarta-feira, 10.03.10

Rasgam-se poemas como se rasgam gritos.

Gritos de dor,

Gritos de fome de mundo,

Gritos suados, desgrenhados

Como os homens que acabaram de fazer amor.

 

 

Há quem os trace suavemente,

Com a brandura de brisas,

Com a leveza de carícias apenas esboçadas

E há quem os rasgue assim,

Com a crua rudeza de pedras atiradas.

 

 

No entanto

Os gritos rasgados

Só se distinguem dos gritos traçados

No momento em que param

Para dizer adeus

Àquilo que está por sentir.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria João Brito de Sousa às 16:15


8 comentários

De Simbologia do aMoR a 10.03.2010 às 17:26

Oi Maria

Quantas vezes deixamos de gritar?
E as vezes precisamos dar alguns gritos, até para nos sentir mais leve.


Abraço.

De Maria João Brito de Sousa a 11.03.2010 às 11:24

É assim, amiga. Somos seres emotivos e, por vezes, gritamos mesmo... só que, muitas vezes, os nossos gritos não se ouvem facilmente. Por vezes são apenas sussurros, outras vezes pequenos gestos suaves.
Bjo!

De M.Luísa Adães a 14.03.2010 às 11:30

Entro na porta aberta
De forma suave
Não quero que me vejam,
Não quero!

Quero estar neste recanto
calmo e silencioso
e meditar...

Nesses poemas rasgados
como fossem nada,
como se nada significassem.

E disseram tanto e tudo
quanto havia a dizer.

Pobres gritos
que ninguém escutou
com o barulho
tremendo de trovoadas
ao longe...

A aproximar.


Os gritos param
Morrem
E dizemos Adeus!

Apenas o Adeus...

Lindo!

Maria Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 15.03.2010 às 12:08

Obrigada, minha querida amiga. Acreditas que não consegui produzir rigorosamente nada durante todo o fim de semana? Estou mesmo num estado lastimável com esta sinusite que tem estado em tratamento desde 2ª feira passada e, de repente, resolveu "assanhar-se" e deixar-me "de gatas". E olha que estou com um belíssimo antibiótico - Amoxicilina com Ácido Clavulânico - que não está a dar resultado nenhum... deveria estar de cama, mas não podia deixar de vir até cá.
Visito-te de tarde, se Deus quiser. Agora já nem tenho tempo porque está quase na hora do almoço.
Bjo gde!

De M.Luísa Adães a 17.03.2010 às 11:19

Maria João

Onde te encontras? Como estás? Ainda não te encontrei no local
costumeiro.
Estavas doente e nada tornaste a dizer.

O Eduardo escrevi, mas não respondeu.

A Natalia já escrevo duas vezes e não responde.

Sabes alguma coisa?

Me fala de ti, também.

Beijo,

Mª. Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 17.03.2010 às 11:49

Estou com uma tremenda sinusite e numa verdadeira crise de "desinspiração", amiga. Mas estou sempre pronta a vir até aos blogs. Não tenho escrito nada nestes últimos dias, ando a utilizar sonetos feitos há algum tempo e que ainda não tinham sido publicados no poetaporkedeusker. Já deixei um comentário no teu belíssimo poema.
Quanto ao Eduardo, a Idalina disse-me que ele está benzinho, dentro do problema que tem, claro. É bem possível que ele não consiga vir aos blogs, sabes... exigem mais, em termos de escrita, do que uns meros cumprimentos noutros formatos.
Mas eu hoje estou aqui e ali... :)) quando leres o comment do Prosa Poética, vais perceber!
Bjo!

De teresa a 29.03.2010 às 19:09


Convite
O livro "Continuando assim..." foi maltratado...

Resolvi por isso, e porque tanta gente não encontra o livro onde deveria estar (nas livrarias), recontar a história
Lá no …. Continuando assim…
www.continuandoassim.blogspot.com

O livro reescrito não está igual (nem poderia!) ao que foi editado.
Obrigada a todos os que vão seguindo (pois só assim vale a pena).
Um obrigada especial a quem ainda não conhece e chega de novo

Uma reflexão em relação a todo este assunto entre livros, autores e editoras, e um conselho, se me é permitido:

--- quando vos pedirem dinheiro para editar as vossas palavras, simplesmente digam que não ---
BJ
Teresa

De amigos do concelho de aviz a 30.03.2010 às 00:01


É em defesa da cultura que convido todos os interessados a participarem nos VIII Jogos Florais de Avis, uma iniciativa dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural e cujo regulamento pode ser consultado em: www.aca.com.sapo.pt
Fernando Máximo

Comentar post








comentários recentes