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AQUILO QUE ESTÁ POR SENTIR

Quarta-feira, 10.03.10

Rasgam-se poemas como se rasgam gritos.

Gritos de dor,

Gritos de fome de mundo,

Gritos suados, desgrenhados

Como os homens que acabaram de fazer amor.

 

 

Há quem os trace suavemente,

Com a brandura de brisas,

Com a leveza de carícias apenas esboçadas

E há quem os rasgue assim,

Com a crua rudeza de pedras atiradas.

 

 

No entanto

Os gritos rasgados

Só se distinguem dos gritos traçados

No momento em que param

Para dizer adeus

Àquilo que está por sentir.

 

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 16:15


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