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NÃO VÁ SER TARDE...

Segunda-feira, 26.04.10

Queixo-me destas mãos

que se me colam

às folhas de papel

dos dias neutros

 

quantos dias, porém,

me serão neutros

se as folhas de papel

se me colarem às mãos?

 

Subo ao telhado

da nova contradição

vestindo as penas brancas

de um segredo

e rio-me dos fios de prata que correm

nas caleiras de um medo desconhecido

 

depois torno a queixar-me

das mãos neutras

coladas ao papel dos dias

dou um salto

em forma de metáfora 

e pouso suavemente

na superfície desta enchente de mim

 

Lembro as fábulas

que os deuses me contavam

no tempo em que o homem dominava a terra

e as cidades cresciam como cogumelos

 

então, encosto-me

à metade verde dos anjos

não vá,

de repente,

ser tarde demais para renascer

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 17:39


2 comentários

De M.Luísa Adães a 02.05.2010 às 10:32

"Não vá ser tarde"

Para um dia te encontrar e partilhar teus versos
e juntar aos meus versos.


Gostei de te encontrar, neste "Futurismo" de dizer
e acrescentar o meu "Modernismo",
onde me perco
e me quero perder!


Beijos,

Maria Luísa

De Maria João Brito de Sousa a 03.05.2010 às 12:15

Obrigada, minha querida amiga!
Acabo de te enviar uma maluqueira que me apareceu na caixa de correio e que não faz sentido nenhum! Ele há cada coisa mais estranha nesta blogosfera...
Bjo!

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