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ONDE E QUANDO AS MÃOS ME MORREREM

Quarta-feira, 16.06.10

 

Onde as mãos me morrerem

Só aí

Saberei das lonjuras dos destinos

E ressuscitarão os malmequeres

Que um dia eu plantei já nem sei onde

 

Quando as mãos me morrerem

Só então

Terei feito sentido

Entre as flores ressuscitadas

Que as mãos ainda vivas semearam

 

Ao longe,

As hastes metálicas dos postes

Explodirão

Ao cair da noite

Em deslumbrados pomos de luz

E outras mãos despontarão

No espaço-tempo dos novos malmequeres

 

Onde e quando,

Iluminadas,

As mãos me morrerem

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:26








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