ALÍNEA M

Alínea M
*
Confusa,
julgo ter acordado
ao lado de uma Natália
ainda incompletamente diluída
no esquecimento de um qualquer sonho
que me não recordo de ter sonhado
*
Só essa estranha sensação,
mais do que memória
mas ainda distante do palpável
teima em reocupar um lugar
num tempo e num espaço
a que há muito deixou de pertencer.
*
Agora debruço-me da janela,
creio ver decompor-se o mito de Medeia
na terra adubada da floreira do vizinho
e não, não posso jurar que esteja acordada,
Tudo se me enevoa diante dos olhos.
*
Piso finalmente o chão
e ergo-me do sonho
depois de despidas as ilusões.
*
Nenhum ouro,
nem sombra de alquimia;
Medo não nasceria dessa matinal estranheza.
*
Maria João Brito de Sousa - Outubro, 2020
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8 comentários
De Sandra a 05.10.2020 às 15:54
De Maria João Brito de Sousa a 05.10.2020 às 16:04
Estive dois dias com este texto pendurado nos ficheiros. Não lhe via grande qualidade e nenhuma utilidade, portanto.
Hoje, na ausência de melhor, lá me decidi a publicá-lo...
Milhões de beijinhos para ti que, neste universo virtual, não há vírus terreno que se propague
De jabeiteslp a 06.10.2020 às 08:46
que os maus
aceleram o coração e os tons
Beijinhos e um belo dia
que o Sol brilha já radioso
De Maria João Brito de Sousa a 06.10.2020 às 11:12
Obrigada e outro beijinho
De Anónimo a 08.10.2020 às 10:08
Beijinho, querida Maria João!
De Maria João Brito de Sousa a 08.10.2020 às 11:51
Beijinhos
