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ARBITRARIEDADE

Domingo, 16.03.14

 

 

Era uma mulher traçada a fio de prumo,

vinda dos tempos primevos do homem-vertical.

 

Dia a dia,

percorria o rumo

que fazia do dia vindouro

um dia insuportavelmente sempre igual...

 

era de noite que brincava aos fantasmas,

na infusão dos incontáveis ectoplasmas

das almas que foram e das que estão por vir

 

por isso,

acordava anoitecida

sem nunca estar segura

de ter acordado do lado de cá da vida.

 

Ora sonhava sonhos,

acordada,

ora cantava, estando adormecida

e o que doía

era viver multiplicada

onde todos a pediam dividida...

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 1993

 

 

 

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publicado por poetaporkedeusker às 15:29


2 comentários

De jabeiteslp a 16.03.2014 às 23:29

Mas valeu
e essas cores de tons e arco íris

ofuscam seja que olhar...


Bela noite feliz

De poetaporkedeusker a 17.03.2014 às 12:43

Obrigada, Anjo!

Que tenhas uma semana produtiva e feliz!

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