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PARADOXO

Quarta-feira, 06.08.14

 



No geométrico azul do teu olhar
bebi,
no aço frio da tua ausência,
uma absurda certeza de te amar
em tragos da mais pura transparência

e tu,

que em mim cumpriste a divindade
no ritual dos corpos partilhados, 
fazendo-me florir, frutificar,
és cego, surdo e mudo
à minha essência...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 1999

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 17:37


25 comentários

De poetazarolho a 06.08.2014 às 21:38

É a eterna dicotomia homem mulher.

De Maria João Brito de Sousa a 07.08.2014 às 11:09

... parece que sim, Poeta...bjo!

De poetazarolho a 12.10.2014 às 18:52

“Luxo e lixo”

Sociedade luxo e lixo
Sociedade tudo e nada
Vale mais um capricho
Que a vida desgraçada

Do ser que foi arrastado
Levado pela enxorrada
O ter é vangloriado
Dignidade é acossada

Qualquer ser é ignorado
O ter seca à sua volta
Matando a humanidade

Tudo está condicionado
Sobra apenas a revolta
Transformada em ansiedade.

Cara Maria João publiquei aqui porque não consigo aceder aos outros blogs !?!?

De Maria João Brito de Sousa a 12.10.2014 às 21:58

Poeta, não sei o que se passou... que eu não consiga aceder a certas plataformas, parece-me perfeitamente natural porque eu sou muitíssimo ignorante em termos informáticos... mas não é o seu caso!

Pode ser que seja passageiro. Uma qualquer indisponibilidade temporária cuja origem me transcende completamente... vou responder aqui mesmo, também eu

Consumismo oportunista
E outros defeitos que tais,
São "a morte do artista"
Mas vão enchendo os jornais...

Se esta vida é palco e pista
Da ambição dos mais banais,
Há-de haver quem não desista
De aprender, de saber mais,

De informar-se e de afirmar
Que a vida, afinal, valeu
Esse esforço de a moldar,

Que ainda não se perdeu
O "sabor" de nela andar,
Nem o sonho "arrefeceu"...

Maria João

Cá vai com o abraço do costume! Depois diga-me se os outros blogs já e decidiram a ficar acessíveis, está bem?

De Maria João Brito de Sousa a 12.10.2014 às 22:38

Desastre dos desatres, Poeta! Eu própria não consigo aceder ao meu blog... já preenchi um formulário de ajuda para a equipa de socorro do Sapo. Estou a ver no que isto dá

Tudo o que me aparece neste endereço - o meu endereço! - é uma homepage da Neoworx...

De poetazarolho a 12.10.2014 às 22:53

Pois era precisamente isso que me aparecia, espero que o pronto socorro chegue rápido.

De Maria João Brito de Sousa a 12.10.2014 às 23:39

Ai, Poeta! Também eu!!!

Estou mesmo aflita, acredite!

De poetazarolho a 12.10.2014 às 22:56

No outro blog,

asmontanhasqueosratosvaoparindo
http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

acontece precisamente o mesmo, a única porta de entrada que descobri foi o liberdades poéticas.

De Maria João Brito de Sousa a 12.10.2014 às 23:07

... tenho o coração apertadinho, apertadinho, Poeta...

Como já fiquei sem o Pekenasutopias, na Blogspot, receio muito que me aconteça o mesmo a estes...

De poetazarolho a 12.10.2014 às 23:12

Creio que isso não vai acontecer porque o link acede aos blogs, só que depois aparece o tal outro "Neoworx", estou convencido que a equipa do Sapo vai conseguir solucionar a situação.

De poetazarolho a 13.10.2014 às 06:23

Chá certo.

De Maria João Brito de Sousa a 13.10.2014 às 12:23

Ai, Poeta! Ainda não tive resposta do Sapo... bem, eu já não confio lá muito nos meus olhos. Vou ter de procurar, novamente, na caixa de correio, mas ainda não vi nada e continuo com o coração muito apertadinho...

Vou agora ver o Chá!

De poetazarolho a 13.10.2014 às 23:33

“Espírito serei”

Espíritos que fluem no ar
A vós eu me juntarei
E será p'ra não voltar
Pois espírito então serei

Será a vez de descolar
Utilizando a vossa lei
Terei aprendido a voar
Desse facto desfrutarei

Entretanto vou abrindo
As minhas penas ao vento
Para o vento me ensinar

Minhas asas vão fluindo
Controlo seu movimento
P'ra quando esse dia chegar.

Tenho que continuar a visitar este blog, pois nos outros 2 acontece-me exactamente o mesmo do que ontem, apesar da ajuda que o sapo lhe deu.

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 00:03

Poeta, estou temporariamente incapaz de poetar, depois deste balde de água fria que foi descobrir que não descubro mesmo nada no Poetaporkedeusker... nem sei como lá consegui entrar esta tarde... agora voltou a página da Neoworx... mas fui lá "dentro" e não encontrei nem vestígios dos contadores ou da antiga "configuração intermédia" que, tanto quanto recordo, era onde eu colocava os tais widgets e outros "extras"

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 00:29

Acho que consegui, Poeta! "Derreti" os poucos neurónios que ainda não entraram em greve e fiquei quase sem conseguir ver as teclas, mas penso que consegui!!!

Dei impulso aos meus neurónios
E penso ter conseguido
Deitar fora os tais "demónios"
Do "percurso proibido"...

Foram-me "ao ar" dois axónios
E ficou comprometido
O trabalhinho dos nónios
Que já estava empreendido,

Mas... penso estar funcionante
E pronto a ser visitado
O lugar que vi distante

Neste blog atribulado,
Há tanto tempo habitante
Deste espaço... ou deste lado

M. João

Ai, Poeta! A seguir vou já tentar retirar o contador deste Liberdades, não vão os algoritmos tecê-las Obrigada e um abraço grande!!!

De poetazarolho a 14.10.2014 às 22:17

Já consigo entrar no poeta pk deus ker, não consigo é comentar nem ver os comentários antigos !!!!!??????

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 22:26

Ai, Poeta
Não me diga! Estava agora a ouvir o rádio quando vi esta mensagem no correio e vim ver... acho que retirei coisas demais vou ver se me entendo com aquilo...

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 22:34

Não sei como, activou-se a moderação de comentários - penso eu... - com efeitos retroactivos e até para mim! Tentei aprovar, mas não deu... vou ver se dá um, pelo menos... é que nem eu posso comentar...

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 22:47

Poeta, Já autorizei todos os comentários possíveis e imaginários, já tentei só um, já fiz mil e uma tentativas de comentar... e a única coisa que ficou publicado foi um emoticon destes Não estou a perceber nada disto!

De poetazarolho a 14.10.2014 às 22:18

Espero que a situação se vá recompondo aos poucos!

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 22:58

Nem faço ideia de quantos comentários já aprovei, Poeta... eles não desaparecem depois de eu os aprovar... e nem sequer vejo a opção de permitir comentários sem moderação, que era o que eu tinha antes...

De Maria João Brito de Sousa a 14.10.2014 às 00:37

... que estranho! Não estou a conseguir tirar o contador deste blog... não é Neoworx, é Statcounter, mas nem sequer o consigo encontrar...

De melguinha2 a 20.05.2015 às 19:04

Eu graças a Deus,não sou cega,nem sou surda,nem sou muda,portanto,este poema simplesmente não me comoveu!!

De Maria João Brito de Sousa a 20.05.2015 às 21:37

Que bom para ti, Melguinha.

A propósito, não acredites quando - e se... - te disserem que o principal propósito da poesia são a comoção e o choro fácil. Palpita-me que já o tenham feito...

De melguinha2 a 20.05.2015 às 21:42

Por acaso,nunca me disseram isso!! Mas muito obrigada pela lembrança!!

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