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PLASTICAMENTE ARTISTA - Pretéritos quase perfeitos

Domingo, 27.04.14

 

Era

(uma)

fêmea decana

de pêlo raso

e cauda geneticamente recolhida

que escrevia telas

e pintava poemas

com a lentidão própria

dos seus cinco doridos milénios

 

Ora na horizontal,

ora dobrada em ângulo

(recto)

sobre os quartos traseiros,

cantava de quando em quando,

muito de quando em vez,

como se a semente da verdade

que (ainda) oculta

no ventrículo esquerdo,

se vestisse de quartzo

e movesse ponteiros

sensíveis (ou não)

 

 

Nasciam-me asas

de porcelana azul-cobalto

sempre que

mordiscava sonhos

ou bebia palavras

no café da esquina…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 2005/6

 

Nota – poema ligeiramente reformulado nos tempos verbais.

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publicado por Maria João Brito de Sousa às 12:30


4 comentários

De jabeiteslp a 30.04.2014 às 09:50

Bela Poeta
de cores e letras...

Feliz fim de semana

De Maria João Brito de Sousa a 30.04.2014 às 11:26

Desculpa, Anjo! Não te tinha visto aqui... aliás, já não vejo um boi diante dos olhos porque cada vez vejo menos, o ecrã ficou outra vez sem imagem, mal tenho conseguido vir ao computador e a minha vidinha está - e vai continuar - uma loucura. Uma lufa-lufa de desencontros no tempo e "saltinhos" de repartição em repartição...

Uma muito feliz quarta feira!

De jabeiteslp a 30.04.2014 às 17:52

Imagino que sim...

mas pelo menos
desejo um belo fim de semana

De Maria João Brito de Sousa a 30.04.2014 às 20:57

Um bom e combativo Primeiro de Maio, Anjo!

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